terça-feira, 9 de abril de 2013

"coisas parvas de gente parva"


O mau humor vindo do nada. O mau humor que faz dela uma miúda parva e estúpida. O mau humor que aparentemente não tem razão de ser. São as paragens cerebrais crescentes que quando atingem o seu pico anseiam por fazer voar qualquer objecto, ou sair a correr desmesuradamente. Coisas parvas de gente parva que ainda fica mais parva com a parvoíce alheia. Às vezes começa a ter medo de si própria. Na verdade, em muitas circunstancias, por mais que se tente, é de todo impossível controlar os impulsos. Ter mão no próprio corpo. Eles, esses, os outros, pensam que sim. Tadinhos se calhar não sabem assim muito da vida e nunca se deixaram perder. Não que ela saiba muito, mas sabe alguma coisa. Talvez o suficiente para querer saber mais, umas vezes, outras esquecer que sabe o que sabe. Ignorar, fingir, reprovar...
É confuso eu sei, mas sabe tão bem...


terça-feira, 2 de abril de 2013

desabafos.


Ás vezes gostava de me compreender melhor. De compreender o meu recurso a metáforas e à terceira pessoa do singular. A minha tendência inata para me expressar em sentidos figurados e por meio de comparações implícitas aquilo que quero guardar só para mim, ou aquilo que eu quero esconder de mim. Falar na terceira pessoa, ou arranjar um personagem inexistente fisicamente ou bem presente na minha mente é um escape à realidade, ou é a forma de tornar belo as coisas que podem perder a beleza depois de descobertas. Ou simplesmente porque sou egoísta. Hoje a história era da árvore gigante, de tronco largo, grandes ramos, a árvore falante...  



segunda-feira, 1 de abril de 2013

a história das imagens.

1: bilhete de ida

2: volta ao mundo


3: sozinha sem malas

4: registar cada momento (claro, sabe sempre bem um café!)

5: um livro, a música... a procura de mim mesma!


(quando não sabemos, ou não nos queremos expressar!)