quinta-feira, 18 de julho de 2013

começou o auge.





E pronto começou o auge dos festivais de Verão (falta  carteira, talvez vá jogar o euro milhões na sexta...). E hoje começou o deprimente Marés Vivas, com o único dia que se aproveita, amanhã La Roux (que todas as músicas soam ao mesmo), e para terminar em grande no último dia Rui Veloso antes de 30 Seconds to Mars. Já estou a imaginar a grande cena, não sei quem foi o génio. À parte disso, e talvez dos mais compostos cartazes, o Super Bock Super Rock no Meco (só fiquei mesmo à pouco indignada com a pequena Azealia Banks que para além de não ter levado roupa, não levou voz nem nada que a safasse - de onde saiu este tesourinho? começo achar que dava uma grande cantora). E é isto, eu aqui sentada no meu sofá a criticar e ao mesmo tempo desejar estar em qualquer lado menos aqui. 




domingo, 30 de junho de 2013

continuo sem saber porque escrevi.



Não sei porque escrevo, na verdade não sei porque faço muitas coisas na minha vida. Faço porque sim, porque quero fazer e ninguém me impede disso (ok, na maioria das vezes as coisas não dependem só das nossas próprias vontades). E começo a escrever porque sim, porque quero escrever e ao mesmo tempo não tenho nada para escrever, não me apetece escrever e no entanto é o que estou a fazer. É como estar com fome ir ao frigorífico e não encontrar o que se deseja, que na realidade nem se sabe o que se deseja. É, às vezes nem eu própria me entendo, creio que não sou a única, e que o mundo está repleto de doidos. Mas conservo a minha sanidade mental num frasco precioso para as devidas ocasiões. 
Continuo sem saber o que quero escrever, escrevo de mim para mim quando poderia simplesmente deixar-me ficar pelo imaginário, esse sim, demasiado fértil, perde horas a ler-me diferentes guiões para a mesma cena da puta da vida. Como é incrível a estúpida capacidade criar e recriar. Às vezes canso-me, creio que me tornou fechada, fechada no meu pequeno grande mundo, e com medo de arriscar o que outrora arriscava. No entanto não sou insegura, gosto de ter os pés bem assentes na terra enquanto danço esta dança da vida, mas como todos tenho medo de fraquejar. Em tudo.  Seja como for, estou pronta para embarcar. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

...ainda assim não me deixa dormir.

Ás vezes a forma da minha cabeça inquieta-me. 
Quando a vejo reflectida na janela de um comboio à noite, com a paisagem a passar através da minha cabeça. Não que haja alguma coisa de anormal ou... inquietante... com a forma da minha cabeça, mas... mesmo assim inquieta-me. 

Eu sou uma complicação desnecessária?
Uma viciada esporádica. 
Quero perceber mas não consigo.

Preciso muito de branco por cima de preto e branco, mas os meus pensamentos correm num tecnicolor fantástico, não me deixam dormir, afastam o cobertor quente da invisibilidade de cada vez que ele promete asfixiar a minha mente no nada. 

Acho que já percebi. Acho que admiti... ainda assim não me deixa dormir. 





domingo, 9 de junho de 2013

"The 2nd Law Tour"

E pronto, aí estão eles!!!

Vamos lá ver pela quarta vez, é certo que não são os grandes velhinhos, mas não deixam de ser os MUSE, e eu estou mesmoooo a precisar de uma coisa destas! Há que cantar os parabéns ao Matt que o homem fez 35 anos ontem (9 Junho).





Segundo a BLITZ, provável alinhamento:

Supremacy 
Supermassive Black Hole 
Panic Station 
Bliss 
Resistance 
Animals 
Knights of Cydonia 
Dracula Mountain (Lightning Bolt) 
United States of Eurasia 
Dead Star 
Monty Jam 
Feeling Good 
Follow Me 
Liquid State 
Madness 
Time Is Running Out 
Stockholm Syndrome 
B-Stage 
Unintended 
Blackout 
Guiding Light 
Undisclosed Desires 

Encore: 

The 2nd Law: Unsustainable 
Plug In Baby 
Survival 

Encore 2: 

The 2nd Law: Isolated System 
Uprising 
Starlight 
Chop Suey! (System of a Down) 




Ao que parece quem vai abrir o concerto são uns tais "We Are The Ocean", uma  banda britânica de pós-hardcore, noise rock e indie rock (Grande Wikipédia).  



domingo, 2 de junho de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

coisas complexas.


Ultimamente a minha vida (ou não vida) tem sido em torno de uma perspectiva dinâmica e analítica. Escassez de tempo, escassez de sono, de descanso, de vontade... de tudo um pouco que produza cansaço à minha mente. De facto não há tempo sequer para soltar uma simples flatulência, mas lá se vai soltando uma ou outra, e comete-se o pecado de perder preciosos minutos a olhar para o objecto mais estúpido, para o tecto mais invulgar (os tectos são quase todos iguais, mas neste estado descobrimos-lhes sempre algo diferente), para o vazio, para o imaginário.  Desejo indubitavelmente respirar para fazer o que o meu corpo me pede e a minha mente anseia. Um paradoxo, uma ambivalência  de sentimentos. Não quero ver um fim, ou um até já. Produz algo que amargo, a constatação da realidade, um presente que pensamos que está no futuro. E pronto é isto, um cérebro cansado que fica demasiado complexo e aparvalhado. Isto a propósito de querer partilhar uma frase que achei graça aquando lia um artigo...

"Como diz Winnicott “uma criança é muito mais que sexualidade, assim como uma flor é muito mais do que água. No entanto, um botânico falharia completamente a sua tarefa de descrever a flor se se esquecesse de falar da água que a compõe.” (Winnicott, 1972)" in Paixão, 2002.












Parabéns ao homem da minha vida, pai :') 


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Processo Raio X.


"O mundo é um hospício"
(Albert Einstein)


Tentas, bem tentas.
Começa a ser demasiado óbvio. 
Mas tu voltas a insistir.
Insistes para contigo.
Renuncias as palavras no momento.
A cabeça fica oca.
Pairam somente reticências.
Reticências de quem sabe e não sabe ao mesmo tempo.
De quem quer e não quer admitir.
Talvez com medo.
Talvez com receio.
Não do que contigo trazes, do que nasce, ou na realidade já nasceu.
Medo e receio de quebrar a melodia que soa, entoa e sabe bem.  
Talvez te sintas num processo raio X.
Talvez, talvez, talvez...
Preferes dizer talvez
aos outros, a ti mesma.
Na ausência da tua psicose reconheces. 
Admites.
Admites que estás louca. 
Admites qualquer coisa que não queres admitir.
Admites e tens vontade de admitir.
Um paradoxo.
Um grande paradoxo que na realidade não o é. 




  



quinta-feira, 16 de maio de 2013

tempo.

“O Tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o Tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo, tempo tem.”



A Persistência da memória - Salvador Dalí
"ninguém poderia esquecê-la uma vez vista"


A verdadeira preocupação humana. O tempo. A grande preocupação no meio das minhas grandes preocupações. O tempo. Ou a falta dele. Responsabilidades e mais responsabilidades impedem a realização de necessidades. O tempo encurta a responsabilidade das responsabilidades. O tempo impede as mais diversas formas de prazer. Pequenas gratificações. Coisas que alimentam o ser humano. Odeio contar horas. Odeio contar minutos e segundos. Preciso do tempo em que não há tempo. Do tempo das horas mortas. Do tempo da ausência de relógios. Preciso. Só preciso. Preciso antes de mais que o tempo me dê tempo para me realizar no tempo a tempo! 


A minha versão actual!




domingo, 12 de maio de 2013

os dias.


Não sei se é comum, se é generalizável mas o facto é que estes dias primos do verão devolvem-me algum sentido ao corpo e à alma. Lia em algures que uma forma de exercitar o nosso cérebro consiste em trocar-lhe as voltas. Passamos as manhãs a dormir, passamos os meios dias de janelas fechadas como se paralelamente existissem dois mundos no mesmo tempo decorrente. Lá fora faz sol, cá dentro persiste a monotonia e a estúpida melancolia, que apesar de estúpida não deixa de ser prazerosa. Uma ambivalência de pensamentos, mas, é preciso reagir a este amor ódio dos meus lençóis que me anulam, que me devolvem a preguiça e a melancolia. Preciso de me sentir viva. De me sentir viva fora deles. De me sentir realizada.
É esta força que os raios me dão que eu tanto prezo. Dão vida porque põe tudo ás claras, fornecem alimento às minhas veias, proporcionam força, revitalizam-me a mente e dão-me coragem para erguer!







quinta-feira, 9 de maio de 2013

ao acaso.




-a vida não pode ser só isto. não pode ser pedra. não pode ser sombra. não pode ser desfoque. não pode ser lágrima. não pode ser preocupação. não pode ser. pode ser? 

-tu fazes a vida. tu fazes a vida na tua cabeça. a vida pode ser o que tu quiseres.

-as coisas não são assim tão simples.

- as coisas são simples. tu é que complicas.

-porque tenho medo.

-não tenhas medo. confia em ti. 




quinta-feira, 2 de maio de 2013

Bodas de prata.


Esta sou eu.
Ana Bárbara S. N., nascida à precisamente 25 anos pelas 18.10 da tarde.
3 de maio 1988.
O dia do sol.






GOSTO de passear, gosto da verdade, gosto da praia, gosto de andar descalça, gosto de surpresas, gosto de pipocas, gosto de receber presentes e flores. Gosto de tulipas.
Gosto de andar à chuva.

Gosto de coisas estúpidas, de aventura, loucura, adrenalina.

Gosto de ficar numa esplanada ao sol, gosto de observar, adoro observar tudo e todos.

Gosto de uma boa comida, gosto de cozinhar.
Gosto de ter um estilo próprio, gosto de compras, gosto de cinema, gosto de conhecer sítios novos, gosto de concertos e festivais, gosto de sol.
Gosto de praia, gosto de mar.

Gosto de fotografia, gosto de compras, gosto de apontar tudo o que tenho de fazer, gosto de organizar tudo, gosto de lasanha e de massas, gosto de carinho, gosto de teatro, música e dança.

Gosto de falar a minha língua e ser absolutamente parva em contextos que ninguém consegue compreender .

Gosto de estar a par de tudo o que se passa à minha volta, gosto do Porto (cidade!!!), gosto do Benfica, gosto de maquilhagem, gosto de ir ao SPA, gosto de massagens,  gosto da liberdade, gosto de crianças, gosto de ficar na primeira fila nos concertos (furo tudo!), gosto de raspadinhas, gosto de sorrisos, gosto de vestidos, gosto de somar a+b+c.

Gosto de justiça, gosto de pessoas determinadas e estáveis, gosto de responsabilidade, gosto de falar, gosto de saltos altos, gosto da sensação que proporciona a atividade física.

Gosto de musica, gosto de filmes, gosto de coisas que fujam do dito normal. Gosto de coisas exclusivas.


  

NÃO GOSTO de batatas cozidas, não gosto de ratos, não gosto de lavar a louça, não suporto mentira, não gosto que teimem comigo quando sei que tenho certezas absolutas.

Não gosto de cebola, não gosto de falsidade e cinismo. Não gosto de pessoas com o nariz empinado, de pessoas que fazem de tudo para passar por cima das outras, não gosto do inverno, não gosto de chuva nem de frio.
Não gosto quando me passo da cabeça. Não gosto quando sou impulsiva.

Não gosto de ir dormir nem de acordar tarde (mas acordo, sabe bem mas fico chateada).

Não gosto quando fico aborrecida e descarrego em quem não tem culpa disso, não gosto de ter falta de tempo, não gosto que mudem os planos à ultima da hora, não gosto de musica pimba, não gosto de musica brasileira, não gosto que se metam comigo (seja lá pelo que for).

Não gosto de discutir, não gosto de chorar demasiado, não gosto de ficar indecisa, não gosto de lavar louça e passar a ferro, não gosto de chegar atrasada, não gosto de correr para apanhar autocarros ou comboios, não gosto que me mexam no cabelo (casos raros!), não gosto de perder coisas, não gosto do cheiro a tabaco, não gosto de mudanças, não gosto de ficar presa, não gosto do processo de pintar as unhas, não gosto de fazer a depilação, não gosto de pelos,  não gosto de pessoas mal encaradas, não gosto de por vezes falar de mais, por vezes não gosto de pensar demasiado, chego a conclusões demasiado lógicas (levam à negação) e por vezes magoam,  não gosto quando me enervo, não gosto de pessoas mesquinhas e pessoas ingénuas.

Não gosto de politica, não gosto de pessoas interesseiras, não gosto de infidelidade,. Não gosto do inconstante, não gosto de distração, não gosto de pessoas comodistas, não gosto de estar “aprender” a ser orgulhosa.
Não gosto de me sentir irresponsável.
Não gosto que me dem menos 6 anos, sinto-me sem credibilidade.

SOU teimosa, resmungona, persistente, vaidosa, sincera, atenciosa, carinhosa, … sou paciente mas se me fazem saltar a tampa sou um furacão (costela tripeira e “Romoa”). Sou meiga, sou muito esquisita, sou romântica, otimista, maluca, racional, honesta, paciente, bastante determinada, versátil, responsável, maternal, possessiva, muitas vezes inflexível, desenrascada, nostálgica, sonhadora, curiosa…
SOU TOURO :D

"Gosto de fazer anos ao contrário de muita gente."
(escrito a 3 de maio de 2012)