quarta-feira, 18 de setembro de 2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

começou o auge.





E pronto começou o auge dos festivais de Verão (falta  carteira, talvez vá jogar o euro milhões na sexta...). E hoje começou o deprimente Marés Vivas, com o único dia que se aproveita, amanhã La Roux (que todas as músicas soam ao mesmo), e para terminar em grande no último dia Rui Veloso antes de 30 Seconds to Mars. Já estou a imaginar a grande cena, não sei quem foi o génio. À parte disso, e talvez dos mais compostos cartazes, o Super Bock Super Rock no Meco (só fiquei mesmo à pouco indignada com a pequena Azealia Banks que para além de não ter levado roupa, não levou voz nem nada que a safasse - de onde saiu este tesourinho? começo achar que dava uma grande cantora). E é isto, eu aqui sentada no meu sofá a criticar e ao mesmo tempo desejar estar em qualquer lado menos aqui. 




domingo, 30 de junho de 2013

continuo sem saber porque escrevi.



Não sei porque escrevo, na verdade não sei porque faço muitas coisas na minha vida. Faço porque sim, porque quero fazer e ninguém me impede disso (ok, na maioria das vezes as coisas não dependem só das nossas próprias vontades). E começo a escrever porque sim, porque quero escrever e ao mesmo tempo não tenho nada para escrever, não me apetece escrever e no entanto é o que estou a fazer. É como estar com fome ir ao frigorífico e não encontrar o que se deseja, que na realidade nem se sabe o que se deseja. É, às vezes nem eu própria me entendo, creio que não sou a única, e que o mundo está repleto de doidos. Mas conservo a minha sanidade mental num frasco precioso para as devidas ocasiões. 
Continuo sem saber o que quero escrever, escrevo de mim para mim quando poderia simplesmente deixar-me ficar pelo imaginário, esse sim, demasiado fértil, perde horas a ler-me diferentes guiões para a mesma cena da puta da vida. Como é incrível a estúpida capacidade criar e recriar. Às vezes canso-me, creio que me tornou fechada, fechada no meu pequeno grande mundo, e com medo de arriscar o que outrora arriscava. No entanto não sou insegura, gosto de ter os pés bem assentes na terra enquanto danço esta dança da vida, mas como todos tenho medo de fraquejar. Em tudo.  Seja como for, estou pronta para embarcar. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

...ainda assim não me deixa dormir.

Ás vezes a forma da minha cabeça inquieta-me. 
Quando a vejo reflectida na janela de um comboio à noite, com a paisagem a passar através da minha cabeça. Não que haja alguma coisa de anormal ou... inquietante... com a forma da minha cabeça, mas... mesmo assim inquieta-me. 

Eu sou uma complicação desnecessária?
Uma viciada esporádica. 
Quero perceber mas não consigo.

Preciso muito de branco por cima de preto e branco, mas os meus pensamentos correm num tecnicolor fantástico, não me deixam dormir, afastam o cobertor quente da invisibilidade de cada vez que ele promete asfixiar a minha mente no nada. 

Acho que já percebi. Acho que admiti... ainda assim não me deixa dormir. 





domingo, 9 de junho de 2013

"The 2nd Law Tour"

E pronto, aí estão eles!!!

Vamos lá ver pela quarta vez, é certo que não são os grandes velhinhos, mas não deixam de ser os MUSE, e eu estou mesmoooo a precisar de uma coisa destas! Há que cantar os parabéns ao Matt que o homem fez 35 anos ontem (9 Junho).





Segundo a BLITZ, provável alinhamento:

Supremacy 
Supermassive Black Hole 
Panic Station 
Bliss 
Resistance 
Animals 
Knights of Cydonia 
Dracula Mountain (Lightning Bolt) 
United States of Eurasia 
Dead Star 
Monty Jam 
Feeling Good 
Follow Me 
Liquid State 
Madness 
Time Is Running Out 
Stockholm Syndrome 
B-Stage 
Unintended 
Blackout 
Guiding Light 
Undisclosed Desires 

Encore: 

The 2nd Law: Unsustainable 
Plug In Baby 
Survival 

Encore 2: 

The 2nd Law: Isolated System 
Uprising 
Starlight 
Chop Suey! (System of a Down) 




Ao que parece quem vai abrir o concerto são uns tais "We Are The Ocean", uma  banda britânica de pós-hardcore, noise rock e indie rock (Grande Wikipédia).  



domingo, 2 de junho de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

coisas complexas.


Ultimamente a minha vida (ou não vida) tem sido em torno de uma perspectiva dinâmica e analítica. Escassez de tempo, escassez de sono, de descanso, de vontade... de tudo um pouco que produza cansaço à minha mente. De facto não há tempo sequer para soltar uma simples flatulência, mas lá se vai soltando uma ou outra, e comete-se o pecado de perder preciosos minutos a olhar para o objecto mais estúpido, para o tecto mais invulgar (os tectos são quase todos iguais, mas neste estado descobrimos-lhes sempre algo diferente), para o vazio, para o imaginário.  Desejo indubitavelmente respirar para fazer o que o meu corpo me pede e a minha mente anseia. Um paradoxo, uma ambivalência  de sentimentos. Não quero ver um fim, ou um até já. Produz algo que amargo, a constatação da realidade, um presente que pensamos que está no futuro. E pronto é isto, um cérebro cansado que fica demasiado complexo e aparvalhado. Isto a propósito de querer partilhar uma frase que achei graça aquando lia um artigo...

"Como diz Winnicott “uma criança é muito mais que sexualidade, assim como uma flor é muito mais do que água. No entanto, um botânico falharia completamente a sua tarefa de descrever a flor se se esquecesse de falar da água que a compõe.” (Winnicott, 1972)" in Paixão, 2002.












Parabéns ao homem da minha vida, pai :') 


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Processo Raio X.


"O mundo é um hospício"
(Albert Einstein)


Tentas, bem tentas.
Começa a ser demasiado óbvio. 
Mas tu voltas a insistir.
Insistes para contigo.
Renuncias as palavras no momento.
A cabeça fica oca.
Pairam somente reticências.
Reticências de quem sabe e não sabe ao mesmo tempo.
De quem quer e não quer admitir.
Talvez com medo.
Talvez com receio.
Não do que contigo trazes, do que nasce, ou na realidade já nasceu.
Medo e receio de quebrar a melodia que soa, entoa e sabe bem.  
Talvez te sintas num processo raio X.
Talvez, talvez, talvez...
Preferes dizer talvez
aos outros, a ti mesma.
Na ausência da tua psicose reconheces. 
Admites.
Admites que estás louca. 
Admites qualquer coisa que não queres admitir.
Admites e tens vontade de admitir.
Um paradoxo.
Um grande paradoxo que na realidade não o é.