quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

humores.

Cair de novo em tentação.
Primazia do dia.
Ridículo.

Ridículo é deixar que pequenas coisas nos afetem.

Ridículo é voltar a pegar na caneta e no post it para dizer ao papel o que queríamos dizer ao outro.  
É acordar mais cedo que o normal e mesmo assim perder a merda do comboio com rodas.
É ficar insípidos 20 minutos ao vento.
Ficar irritada com isso e correr, correr, correr para voltar a esperar.

Mais ridículo ainda é ligar a meio da última música que queria ouvir.
E repeti-la 3 vezes seguidas.
Um contra relógio, azáfama. 
Vinhetas e mais vinhetas.
Viajo para bem longe, sinto-me como quando vou a desfilar na rua com a minha música.
Mas elas estão ali, as pessoas mesquinhas.
Um fantasma que esboça um sorriso e encobriu uma lágrima.

Que estupidez. 

De facto cada coisa tem o seu espaço.
Provei o sabor amargo de desconjuntar o que seria ético.
De querer estar em mais que um lugar ao mesmo tempo.

Remanesço ali sentada.
A dar nas vistas.
Nem os elogios me elevam o ego
(algo que na verdade de qualquer maneira me importuna.)
Faço aquilo que mais sei fazer.
Um refúgio antigo e solitário.
O papel e uma caneta.
O post it amarelo e o rosa. 

Mais um contra relógio.
Uma correria.
Uma queda e senta-se afogantemente na cadeira.

Depois a ironia. 
Há coisas mesmo irónicas, bolas!
Logo hoje, logo agora?
Vamos fingir que acredita no destino.
Vamos fingir que não se apaixonou.
Vamos fingir que não trouxe os aliados.
Os filhos da puta dos aliados.
De novo em tentação.

Mais umas lágrimas.
Mais insistência na ferida.
Mais três vezes, de colunas ligadas.

Emana a vontade de correr pela noite fora.
De se deitar no leito dos lençóis térmicos.
Grande paradoxo.

Quem cala consente. 
Isso irrita.
Irritamo-nos a nós próprios.

As flutuações de humor.
Hoje mascaradas. 

A carecer do embalo do baloiço pendurado na videira.

E ainda faltam 12 horas para um novo acordar.






(atenção que nem tudo o que parece é, e há muitas interpretações para eufemismos)




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

as minhas reflexões. self.

"A sociedade faz com que nos esqueçamos do nosso verdadeiro Self"

   Ouvi no outro dia esta frase. Fiquei a pensar. 
   Afinal quem somos? Seres irreais que caminham sob as pedras frias da calçada. Seres que se moldam. Seres que se moldam exteriormente, sucumbindo-se na chuva o falso self. 
   Pergunto-me porque rotulamos pessoas com transtornos bipolares, quando afinal todos o somos. Uns mais que outros, mas somos. 
   Nascemos, crescemos, e perdemos a espontaneidade enquanto pessoas, perdemos a capacidade de ser autênticos, genuínos, e andamos aí despojados de máscaras.   
   Bem vindos ao mundo real do falso self, produto da educação e resultado da sociabilizarão. não que ache de todo incorreto, mas ondular sob desejabilidades não me soa muito bem. Somos o preço da criação da sociedade, disse Freud em um dos seus escritos "O homem é um animal de horda que se foi sociabilizando. Assim foi-se progressivamente adaptando a regras que ele próprio foi criando e lhe permitiram ir construindo a sociedade civilizada".
   Regras. Regras. Regras. Ideais. Ideais. Ideais. 
  Porque fazer o que é ético quando podemos fugir da norma? Porque deixar de ser com receio de ser apontado? 
   Remato ainda com o humor, algo manifestado pelo verdadeiro self. Talvez um processo de encobrir, que transparece mas não aparece, uma meia máscara.
   Não sei se alguém já se questionou, mas talvez quando apontamos alguém como detentor de forte personalidade, personalidade especial, feitio muito próprio, estou em crer que são fugas à norma, fugas ao leito do falso self.

as minhas reflexões.




(quando me perguntam porque tenho pássaros, respondo que as andorinhas estão associadas a liberdade, fidelidade, etc.. são3,são o meu eu, a desbocada, a nariz empinado, a capaz de discordar numa sala de 100 concordantes, a, a, a, a narcisica que julga que lhe pesa mais o verdadeiro self que o falso self.)

domingo, 8 de dezembro de 2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

adeus.


"A morte é inevitável. Quando um homem fez o que considera seu dever para com seu povo e seu país, pode descansar em paz."

Descansa em paz!


Nelson Mandela



"Compromissos somente podem ser efetivos e apropriadamente compreendidos se relacionados às exigências básicas, de outra forma não são compromissos. Compromissos significam que cada uma das partes envolvidas deve ceder algo para a outra, deve acomodar suas exigências, seus medos, a outra parte."

"Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração."


"Aprendi que a coragem não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que conquista esse medo."


"Há vitórias que são importantes apenas para aqueles que as conseguem."


"Não poderás encontrar nenhuma paixão se te conformas com uma vida que é inferior àquela que és capaz de viver."






"Eu sou o capitão da minha alma"




domingo, 24 de novembro de 2013

faz-me lembrar. faz-me querer.


Moléculas frias pairam no ar. Sopramos e soltamos partículas sob a forma de fumo.
Está frio. Está muito frio. Este é o tempo triste. Bem vindos.
Não gosto do tempo triste. Dos dias que evaporam em pequenas frações de tempo.
É tão paradoxo. Não gosto, e simultaneamente deixo-me envolver na doce melancolia e apaixonante ternura que todo o ambiente proporciona.
Este é o tempo frio. Este é o tempo que me faz lembra que mais um verão passou. Que me faz lembrar que está a chegar o homem das barbas brancas.
Declarado que revejo nestes dias, nesta época, uma altura de cogitação. Mas há por acaso alguma altura especifica para reflexões? Realmente sou uma pessoa muito particular, convencida que para tudo tenho de atribuir significações. E é assim que coabito  os dias dos dias tristes que não carecem  o ser necessariamente na sua verdadeira essência.
Volto a repetir, não gosto do frio, não gosto deste tempo que nos asila a andar lívidos numa carapaça de tartaruga. O corpo fica rígido, a alma fica presa, os músculos ficam cansados. Eu gosto de estimulação e atividade.
O paradoxo? Faz-me lembrar o romantismo. Faz-me lembrar paz, serenidade, ternura. Faz-me lembrar collants, mantas, lareiras. Faz-me lembrar a neve, os chalés de madeira na neve. Acho que é um fetiche de criança, acordar um dia numa dessas minúsculas casas no meio do nada, e ficar o dia inteiro a olhar para fora, a ver a neve cair. Ler um livro, beber um café, chocolate quente e comer biscoitos acabados de fazer. E depois, sair pela porta fora e rebolar pelas montanhas. Sentir o frio da neve no corpo, e sentir que estou viva.


na minha mente.







segunda-feira, 18 de novembro de 2013

impotência.


adoro quando os senhores se enrolam até proferirem a palavra impotência (o bicho papão). ou quando as senhoras consideram o fim da sua felicidade, sexual. Vamos lá again ; )





sábado, 16 de novembro de 2013

normalidade.


O que é uma pessoa normal?
A nossa tendência inata para catalogar as pessoas conduz-nos muitas vezes a relativizar a palavra diferente, porque anormal torna-se feio dizer.  

Uma utopia onde se constitui e alveja-se pela sociedade, assim ser normal é referenciar-se pela sociedade, seguir as normas sócio ideais, pois só isso é que determina o que é sadio! Portanto como exemplo podemos tomar as faculdades sexuais; a mulher que tem mais amigos que amigas é uma puta; o individuo que entrou em casa às 7 da manhã anda na má vida; o que tem tatuagens anda na droga (…) Uma estapafúrdia baseada em critérios sócio culturais e ideológicos arbitrários, que rotulam de “anormal” aquele que foge às normas morais e políticas.

Não quero ser tão radicalista, até porque contra mim própria posso estar a falar, também  faço os meus julgamentos, não sou santa! Mas se há coisa que me irrita é a promiscuidade, a mesquice e  pequenez do pequeno cérebro de quem se julga muito boa gente.

Podemos ainda falar de normalidade como ausência de doença. Não sei se me faz muito sentido: tenho um colapso da válvula mitral e uma sincope vasovagal, acontece que de vez em quando dá-me o fanico, e dada a situação sou completamente anormal, não sou sã!

Gosto do ponto de vista da normalidade funcional e normalidade como bem-estar. Assim, não importa a forma como se veste, caminha, como tem o cabelo, como fala… importa sim a postura, a posição, a atitude! Para mim, eu ana bárbara, a normalidade abona-se do bem estar físico, mental e social. Este bem estar não é regido por leis, não segue códigos ou regras, é um auto conceito, é pessoal e intransmissível. Ninguém sente da mesma maneira. E tudo o que implique sofrimento para o individuo e para a sociedade traduz-se por algo disfuncional, os tais fenómenos patológicos (disfuncional e patológico, não anormal!).

Como não gosto da complexidade e controvérsias que esta tese enuncia e suscita, prefiro desde já considerar-me uma anormal, e gosto disso! Gosto de quem sou, estou bem comigo mesma, e se isso foge dos padrões impostos pela minha querida sociedade temos muita pena, sou DIFERENTE.     




h.b.



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

força de vontade.

Ando eu a aconselhar os "meus pacientes" a fazer prática de exercício físico e sou a primeira a falhar enquanto paciente de outra autoridade. 
Força e vontade, uma decisão que depende de nós. Atentemos que isto se resume a tudo na vida. Sim o tempo é escasso mas quando há vontade, desejo e determinação tudo se consegue. 

Primeiro porque toda a minha vida pratiquei exercício, é um gosto; segundo não se deve descurar a crucial importância do exercício físico para uma saúde sã (seja ela a nível psicológico, físico, e como prevenção de futuras doenças); terceiro que no fundo vai de encontro ao segundo, os conselhos do profissional de saúde;  quarto porque preciso de fazer descargas de adrenalina e sentir a endorfina; (...)

Com a vida a mil que levo, com a falta de tempo vou-me meter em mais uma merda? Pois, acredito que vai preencher mais o tempo, mas vai permitir-me criar um horário e fazer com que o cérebro responda melhor ao que tem de responder. Já para não falar das flutuações de humor e amnésias que andam a ocorrer. Já comecei a dar o primeiro passo, vamos lá ver se a "criança começa a andar". 
(E ainda hei-de arranjar tempo para outras coisas!)

Não sou uma pessoa lá muito informada do assunto, e para a coisa seguir em condições não há nada como nos informarmos:



Pilates:
O Pilates trabalha o corpo como um todo – corrige a postura e realinha a musculatura, desenvolvendo a estabilidade corporal necessária para uma vida mais saudável e longeva. Como resultado do método Pilates, deteta-se benefícios relacionados à compreensão do próprio corpo, trabalhando portanto o físico e o mental, socorrendo-se de seis princípios:

- concentração;
- respiração;
- alinhamento;
- controle de centro;
- eficiência e fluência de movimento;
- aumento de força;
- maior controle muscular;
- integração corpo e mente;
- melhora da capacidade respiratória;
- aumento da flexibilidade;
- correção da postura;
- reestruturação do corpo;
- prevenção de lesões;
- aumento da autoestima;
- alivio de dores musculares.





(Pilates proporciona perda calórica. Porém, não é esse o seu principal objetivo. O Pilates deve ser praticado por quem busca uma vida saudável, com boa postura, músculos flexíveis, corpo bem definido, melhorar circulação sanguínea, melhorar a respiração etc.)



Body Combat:
Uma modalidade para defesa pessoal, baseado nos mais diversos estilos de artes marciais como boxe, kickboxing, karatê, capoeira e jiu-jitsu. Durante as aulas de Body Combat os alunos lutam com um adversário imaginário, dando chutes e socos, eliminando as calorias e o stress.

- auxilia na queima de gordura (até 700 calorias por aula)
- agilidade;
- flexibilidade;
- melhora coordenação motora;
- fortalece o corpo;
- melhora a autoestima;
- diminui a pressão sanguínea;
- aumenta o nível do colesterol bom;
- reduz o colesterol ruim;
- melhora o desempenho aeróbico;
- melhora a função cardíaca;
- aumenta o volume sanguíneo no coração;
- aumenta a ventilação pulmonar.




Body Pump:
Body pump é uma modalidade de exercícios, praticada com barras e pesos, em movimentos sincronizados, voltados para a resistência física e definição muscular. O Body Pump segue a seguinte ordem: aquecimento, agachamento, peito, costas, tríceps, bíceps, afundo, ombros, abdominal e alongamento.

- definições muscular
- ótimo gasto calórico;
- melhoria na resistência;
- melhoria na força muscular e na postura.
- resultados rápido;
- melhora a postura;
- melhora a força;
- melhora a resistência muscular localizada;
- auxilia a queima de gordura (Gasto calórico médio 500Kcal/ aula);
- previne contra a osteoporose;
- promove uma breve hipertrofia



(É importante que haja ingestão de carbohidratos antes da aula de BODYPUMP, pois eles são a principal fonte de energia da aula (meia hora a uma hora antes: dê preferência a algo leve, evite fibras e proteínas de difícil digestão)).


Bodystep:
Condicionamento físico através de movimentos atléticos utilizando as famosas plataformas, os “Steps”. Fácil de acompanhar, com combinações simples e divertidas. Uma aula que te motiva a dar o máximo de ti e a gastar muitas calorias, além de trabalhar coxas e glúteos.

- grande definição na musculatura das pernas glúteos , ísquios-tibiais, quadríceps e gêmeos;
- auxilia na queima de gordura (até 700 calorias por aula).





 Força de vontade = atitude face à vida!




quarta-feira, 13 de novembro de 2013

um tal de Watzlawick.

Uma pragmática que se estende a toda a prática psicológica - a comunicação.
A comunicação é um bem precioso de toda a relação do ser humano. Uma reflexão que muitas vezes não efetuamos. Ás vezes é preciso parar para pensar, talvez se todas as pessoas parassem para pensar um pouco podiam usufruir melhor do seu bem estar psicológico, podiam usufruir melhor das suas relações afetuosas, amorosas ou não. O ato comunicativo é um ato social. Preferimos julgar em vez de questionar e ponderar. Preferimos inalar as nossas próprias conclusões. Preferimos sofrer e calar.  




Este espaço é meu e eu falo do que eu quero como eu quero. São as minhas reflexões pessoais. Mesmo que muitas coisas relacionadas com psicologia o objetivo não é dar uma aula, até porque não sou professora. Repito. É uma reflexão, que pode ser também a reflexão de um outro anonimo qualquer. 


Watzlawick foi o senhor que veio falar nos 5 axiomas da pragmática da comunicação humana (psicologia)

    1- Não se pode não comunicar; 
    2 - Toda a comunicação tem um aspeto de conteúdo e um aspeto de relação; 
   3 - A natureza de uma relação depende da forma como ambos os parceiros pontuam as sequências de interação;  
   4 - Os seres humanos comunicam de forma digital e de forma analógica; 
   5 - Qualquer troca comunicativa pode ser definida como sendo simétrica ou complementar.

Não nos podemos esquecer que numa interação todo o comportamento tem valor de mensagem - comunicação, influenciando portanto de qualquer modo o comportamento de quem se encontra à sua volta. Mesmo quando a comunicação não é intencional todo o comportamento revela um ato comunicativo, estendendo-se das palavras (verbal) à postura (não verbal), passando ainda pelos atos e ações (comunicação para verbal).

Portanto: todo o nosso comportamento revela um ato comunicativo, seja ele sob palavras, sejam gestos, atitudes, ou não atitudes (que revelam igualmente uma atitude). A não comunicação não existe.

   Muitas vezes comunicamos o desejo de não comunicar, mas "quem cala consente" portanto estamos a comunicar que não queremos qualquer tipo de interação com o outro. Isto para dizer que os gestos por vezes valem mais que mil palavras. Por um lado podem ter conotação positiva, por outro um lado mais negativo, por exemplo: quando esperamos que alguém nos responda a uma mensagem, essa mesma pessoa não responde durante horas, ocorre muitas vezes o pensamento "será que está chateada comigo?/ será que já não sou importante para essa pessoa?/ será que essa pessoa acha que sou chata?". Contudo, e para a nossa sanidade mental, no dia a dia coloquem pontos de interrogação. Não nos deixemos levar por convicções advindas de distorções da comunicação. Não é saudável. 



ABSN