quarta-feira, 18 de março de 2015

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

and the winner is...



Apesar da pausa, uma pequena anotação para os Óscares 2015.
Tanta especulação e no fim da festa limitei-me a dizer OK. Alguns prémios previsiveis (os principais), outros nem por isso. Birdman, um filme muito bom, diferente e de alguma forma especial. Não sei se é pelo teatro, pela escrita, mas identifico-me muito com toda esta produção. A escolha seria difícil, dois filmes completamente diferentes e ambos muito bons, mas creio que as lágrimas provocadas pelo The Theory of Everything talvez ditassem que este seria o justo vencedor. Ou pelo menos mais do que um senhor dourado. Soube-me a pouco uma só estatueta para um grande filme, quanto muito o melhor argumento adaptado.

Falando de vestidos, ou eu sou demasiado esquisita ou apenas consegui ver pessoas bem arranjadas. Só. 

Apenas duas rainhas da noite. Margot Robbie em Saint Laurent e Emma Stone em Elie Saab Couture. Ambas sensuais, com os vestidos mais elegantes e com o estilo que me identifico. Sem grandes aparatos, apenas tirava as mangas transparentes ao primeiro, e mudava a cor do segundo para um verde esmeralda. 




 E com um vestido lindissimo e tão mal arranjada...



E já que ninguém comenta os senhores, para mim Michelle Schumacher foi o rei.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

o sentimento que fica.



Uma menina de laço, de trança, de cachos louros. Uma menina de ouro. Assim a pintaram, assim a desejaram, assim acreditavam. Assim cresceu. Queriam sempre mais. Correu. Correu. Correu. Fugiu. 


Desapontei na tua perspetiva, não fui o que tinhas sonhado. Desapontava-te mesmo antes de haver algo para desapontar, talvez porque houvesse sempre uma comparação. Acreditavas  que também não seria o que eu acreditava que queria ser. Desaprovação sempre encarada com ironia. E isso deixava-te irritada. 

Eu era a menina de laço, de trança de cachos louros e ao mesmo tempo de latão. Que valia tanto e nada valia. 


Ainda assim, era admirada.


De certa forma nunca vamos conseguir explicar o sentimento que fica no meio do amor e do ódio. Talvez tenha sido o que nunca te cheguei a dizer. Dizia-te ainda para te lembrares de mim no baloiço de madeira pendurado nas videiras. 

Aquela serei sempre eu. 





Com saudades do café na lareira.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

new year.quinze




Mais do que pedir desejos a passagem de ano reporta-me para uma retrospetiva dos últimos trezentos e sessenta e cinco/ seis dias. Um ano cheio de coisas boas, mas difícil, atribulado e com muitas emoções à mistura. Quase que me atrevo a dizer que foi um ano que me pôs à prova de muita coisa. Que me lembre, orgulho-me de ter sobrevivido a tudo. Agora os meus maiores desejos são VIVER e deixar de sobreviver. VIVER de mil e uma formas, cores, feitios, rir, sorrir, gritar, dançar, beijar, amar. Se eu VIVER então é sinal que tudo está bem. Também guardo a minha listinha de ambições, algumas já se repetem ao longo dos últimos anos, mas espero finalmente começar a por em prática algumas delas, ou a contribuir para isso.

happy new year



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

a magia do natal.



e perde-se a magia do natal. confesso que me deixa de coração gelado, de alma triste. sou e sempre fui uma sonhadora. adoro fantasiar e "brincar" às princesas sempre que possível. o natal era um dia (uma altura) em que tudo era mágico. lembro-me das ruas que me deixavam de boca aberta a pasmar as luzinhas que piscavam intensamente. lembro-me de me sentar no chão a embrulhar os presentes todos de uma vez. o dia vinte e quatro era mágico. os anos que mais me ficam na memória são os da velha cozinha da minha avó, com muita, mesmo muita gente. os presentes eram identificados, colocados todos em cestos e alguém fazia de "pai natal" em cima de um banco a distribuir as prendinhas. no meio da euforia havia silêncio, ficavamos todos ansiosos à espera que fosse gritado o nosso nome. hoje os presentes são embrulhados, quer dizer, colocados em sacos, no maior dos tédios e sem qualquer amor depositado. as ruas são sombrias. todos os pequenos pormenores vão perdendo a magia. as pessoas querem é despachar este dia e em vez de andarem um mês em harmonia, passam-no com os nervos à flor da pele. mal se janta o bacalhau e a preocupação com o lavar a louça sobrepõe-se. a única coisa que ainda me faz sentir o espirito é a abertura dos presentes à meia noite, como sempre foi. espero um dia conseguir depositar toda a magia, todo o brilho e toda a fantasia que guardo para este dia sem ninguém me repreender.
que no meio de tudo o que é este dia, os corações se encham de amor.
feliz natal 





quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"metrolumbersexual".



"Metrossexual (homens que dão mais importância ao exterior do que ao interior) e spornosexual (uma mistura de metrossexual com o gosto pelo ginásio), esqueça-os! A nova moda é lumbersexual, que é como quem diz “estilo de lenhador”, o oposto de homens barbeados, depilados e cheios de cremes."

 OH GOD! Tentei não me prenunciar, mas com a quantidade de publicações que tenho visto e pela quantidade de gente que quer fazer uma cópia de estilos, sem que isso encaixe no seu perfil, não resisti. Em vez de caírem em graça caem em desgraça. 

Primeiro irrita-me pessoas que querem ser à força aquilo que não são, só porque é fixe ou está na moda. Chama-se a isso falta de personalidade, ou pelo menos parte dela. Mas não é isso que está em questão e não me vou alongar muito mais, cada um sabe de si, e entretanto eu já devo estar a levar com umas quantas pedras em cima. Calma, take it easyyyyy, apreciações de estilos à parte, isto é uma mera constatação de atitudes da sociedade em que vivemos. Chateia-me que as pessoas queiram ser todas iguais.

Segundo o que alguns artigos de jornais mencionam, este estilo já existia, ganhou nome cerca de seis meses atrás. No entanto, e na minha profunda opinião (que em nada conta), quer-me parecer que a nova moda é mais um "metrolumbersexual".  

(“hoje decidi, vou mudar de estilo”)

Já existem para aí redes do pessoal fixe de barba e camisa ao xadrez ; )






segunda-feira, 24 de novembro de 2014

nOs.M.U.S.E.


Eu juro que ando a tentar não pensar no assunto, mas depois vejo coisas como os videos que se seguem e não sou capaz. Resta sempre uma pequenina esperança. Ninguém quer os Queen do século vinte e um (como afirmaram), ninguém quer estar envolvido com sagas de vampiros, ninguém quer mais performance e artes de espétaculo a não ser a música que sabiam fazer. Espero sinceramente que o cabelo do senhor Bellamy seja uma recente fonte de inspiração.